A confirmação era frequente e elementar, mas as suspeitas eram obsessivas. Por isso, começamos com os nossos corpos e terminamos com o nosso olhar. Julguei ser uma obra de arte, mas as velhas muralhas fantasmagóricas não permitiram. Ainda assim, era necessário agir e, sobretudo, sentir. Procedimentos infladores, estes nossos. O quiasmo perturba a pegada, justificou ela. Mentirosamente, concordei. Apesar do excesso de vozes aos nossos ouvidos, por um instante, foi verossímil nossa autonomia. Ela então apostou na gavetinha de guardar utilidades – claro, eu a incitei. Até me propôs uma “comunicação”. Uma má escolha de palavra. Não há oceano hermenêutico que permita extrair “pessoalidade” de tal termo. É frio, impessoal e artificial. Meus livros têm mais carne e sangue a oferecer. Por fim, deixamos nossa sentença em cada boca: “Tens por ti, todo o mundo exceto eu”. Razoabilidade ressentida.

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